A franquia que definiu as tardes de muita gente com horas a fio movendo personagens em tabuleiros e passando horas no item world está prestes a mudar as regras do jogo. Disgaea Mayhem é o novo RPG de ação da Nippon Ichi Software, distribuído pela NIS America, que abandona os combates por turnos tradicionais da série.
O título tem lançamento confirmado para PlayStation 5, Nintendo Switch, o futuro Nintendo Switch 2 e PC (Steam), chegando ao mercado durante o nosso inverno (entre junho e agosto) de 2026.
O caos em forma de doce: a história
Em vez de focar em tramas densas e dramáticas para salvar o universo, a motivação aqui é puramente absurda. Nossa jornada acompanha N.A., um mercenário que vive basicamente por dinheiro e por um bom doce.
Logo no início, ele acaba sendo contratado pela Princesa Tichelle, a excêntrica governante do pomposamente chamado Super Duper Netherworld.
O grande objetivo dessa aliança improvável? Recuperar o Pristine Gleam Flan, uma sobremesa real lendária que foi devorada por súditos em plena rebelião.
Consequentemente, o destino do mundo, ou pelo menos do estômago da princesa, recai sobre os nossos ombros, mantendo o tom de humor ácido característico da série.
O que, para mim, já mostra que parte da essência do Disgaea continua presente no jogo, a loucura da história.
Fim dos turnos e o início da ação
A grande ruptura de Disgaea Mayhem está diretamente no seu gameplay. Saem de cena os mapas quadriculados e a paciência estratégica, e entra o novo sistema batizado de Magichange into Action.
Na prática, o título abraça o estilo hack and slash frenético (musou?!), colocando o jogador no controle direto contra centenas de inimigos simultâneos na tela.
Para lidar com essa confusão visual, o sistema de combate oferece bastante versatilidade. Nós podemos alternar rapidamente entre diversas classes de armas.
Dessa forma, a transição entre os estilos de combate ocorre instantaneamente, garantindo um dinamismo essencial para manter o ritmo das batalhas sempre alto.
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A alma da franquia permanece intacta
Apesar da mudança brusca de gênero, o DNA que consagrou a franquia não foi deixado para trás. Aquela vontade quase viciante de quebrar o jogo com números estratosféricos continua presente.
Além disso, o tradicional Item World retorna para quem gosta de perder horas aprimorando equipamentos em masmorras geradas proceduralmente.
Não podemos esquecer do sistema de Reencarnação, que garante que os jogadores possam resetar seus atributos básicos para subir tudo de novo. Logo, a busca incansável pelo nível 9.999 e pelos ataques que causam bilhões de pontos de dano segue sendo o verdadeiro objetivo do final do jogo.
E claro, os carismáticos demônios Prinnies marcam presença e podem ser recrutados para lutar ao seu lado.
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O que esperar de Disgaea Mayhem?
Para quem, assim como eu, gosta do estilo irreverente e absurdo do Disgaea principal, essa transição para a ação direta pode causar um estranhamento inicial.
Contudo, a mudança de ares soa como um respiro bem-vindo. O jogo entrega uma porta de entrada excelente para novatos que sempre consideraram os RPGs táticos muito parados, enquanto mantém intacta a progressão profunda que sempre cativou os veteranos.
É a nostalgia de Disgaea com uma injeção de adrenalina renovada.
E você, dará uma chance para esse novo estilo do Disgaea, ou prefere que a franquia se mantenha onde ela já sabe que brilha?
Créditos de Imagem: NIS America
Via: Gematsu










