The Witcher 3: Wild Hunt — Songs of the Past, terceira expansão da saga do bruxo, e The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered, nova versão do jogo original, foram os grandes destaques do encerramento da Gamescom Opening Night Live 2026. Enquanto o remaster chega já em 29 de setembro deste ano para PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e, pela primeira vez, Nintendo Switch 2 e Battle.net, a expansão Songs of the Past fica marcada para 2027.
Os dois projetos são desenvolvidos pela CD Projekt Red, com o remaster contando com a colaboração do estúdio húngaro Yigsoft, que já havia trabalhado em Cyberpunk 2077: Phantom Liberty e na Complete Edition do próprio The Witcher 3.
Foram dez anos desde Blood and Wine, e a gente sabe bem o peso que isso tem: The Witcher 3 é um daqueles jogos que praticamente todo mundo que gosta de RPG já jogou, revisitou ou pretende revisitar algum dia. Por isso, os dois anúncios da noite mexeram tanto com quem acompanhou a apresentação.
Um remaster generoso, com as duas expansões de graça
O primeiro trailer da noite confirmou o que já vinha sendo especulado: The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered chega em 29 de setembro como upgrade gratuito para quem já possui o jogo em GOG, Steam, Epic Games Store, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. Mais do que isso, todos os donos do jogo já garantiram, a partir do próprio dia do anúncio, acesso gratuito às expansões Hearts of Stone e Blood and Wine, mesmo quem nunca tinha comprado nenhuma das duas.
A lista de mudanças é extensa: visuais retrabalhados, combate revisado, nova movimentação e traversal, efeitos renovados para os sinais, comportamento de monstros ajustado, uma revisão completa da árvore de habilidades, sistema de transmogrificação, modo fotografia ampliado e novos finishers. No PC, ainda entram recursos como path tracing, DLSS 4.5 e FSR 4, o que mostra que esse remaster vai bem além do upgrade de 2022 para PS5 e Xbox Series X|S.
Também chamou atenção a chegada do jogo a duas plataformas inéditas: Nintendo Switch 2, com uma versão nativa e não mais aquela adaptação mais limitada do Switch original, e Battle.net, fruto de uma parceria nova entre a CD Projekt Red e a Blizzard. Quem comprar Songs of the Past pela loja da Blizzard ainda vai desbloquear uma skin de Geralt em Diablo IV, com mais detalhes prometidos para a BlizzCon.
Songs of the Past: o bruxo na região de Letten
Depois de meses de especulação, veio o primeiro vislumbre real de Songs of the Past. A expansão vai levar Geralt até Letten, uma região nova construída em torno de tradições rurais, colheitas e festivais, com aquele contraste que a franquia sempre soube explorar bem: por trás da aparência tranquila, existe algo bem mais sombrio escondido.
O teaser mostrado na Gamescom não trouxe gameplay extenso, mas já deixou claro que Geralt terá novas ferramentas de combate, incluindo uma corrente capaz de puxar inimigos para perto, além de novos monstros e a volta de rostos conhecidos. E para quem estava na torcida, o gerente de comunidade Marcin Łukaszewski confirmou que Gwent também vai voltar na expansão, provavelmente com cartas ligadas ao próprio cenário de Letten, no mesmo espírito do que já vimos em Hearts of Stone e Blood and Wine.
Songs of the Past ainda não tem data fechada além de 2027, e a gente já sabe como a CD Projekt Red costuma lidar com prazos, então vale manter as expectativas ajustadas até novas informações.
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Um universo que segue crescendo antes do próximo capítulo
Vale lembrar que os dois anúncios chegam num momento em que já estamos de olho no futuro da franquia, depois daquele primeiro contato com Ciri como protagonista e todo o hype que eu já comentou por aqui quando saiu a sequência da série. Songs of the Past parece se conectar diretamente a esse próximo capítulo, funcionando quase como uma ponte narrativa entre o fim da jornada de Geralt e o começo da de Ciri.
É um movimento inteligente da CD Projekt Red: manter o público engajado com o universo enquanto o próximo grande jogo ainda está em desenvolvimento, e ao mesmo tempo dar aos jogadores mais antigos um motivo real para voltar a Velen, Novigrad e Skellige, agora com uma versão bem mais bonita e refinada do jogo.
Com 65 milhões de cópias vendidas e mais de 250 prêmios de jogo do ano acumulados ao longo da década, The Witcher 3 segue sendo uma referência quando o assunto é RPG de mundo aberto, e esse remaster parece ser a desculpa perfeita para quem nunca jogou, ou para quem quer sentir tudo de novo com outros olhos.
E vocês, pretendem voltar a Velen com o remaster em setembro, ou vão esperar para maratonar tudo já pensando em Songs of the Past? Deixem a opinião nos comentários!





