Silent Hill: Townfall, jogo de terror psicológico desenvolvido pela Screen Burn Interactive em parceria com a Annapurna Interactive e publicado pela Konami, chega em 24 de setembro para PlayStation 5 e PC (Steam e Epic Games Store).
Depois de já termos acompanhado a ambientação e a mecânica do CRTV reveladas ao longo do ano, chegou a vez de vermos o jogo de fato em ação. A Konami liberou um vídeo de quase 19 minutos mostrando duas seções completas de gameplay, e dessa vez o foco não está mais nas promessas, e sim na execução.
O que muda com esse material tão extenso?
Diferente dos trailers anteriores, mais curtos e concentrados em atmosfera, esse novo vídeo segue Simon percorrendo a região de Shorefront, incluindo boa parte do apartamento de uma personagem chamada Zoe Ellis. É ali que a gente tem o primeiro contato real com o ritmo de exploração do jogo: uma caixa de fusíveis para reativar a energia, um cadeado de combinação escondido em algum canto e uma fotografia que parece ligar Simon e Zoe de um jeito ainda não explicado.
São detalhes pequenos, mas que dizem bastante sobre a proposta do jogo. Nada nesse trecho parece decorativo, cada objeto no cenário tem uma função ou uma pista, e isso é algo que sempre gostamos de ver em Silent Hill.
Outro ponto interessante é como o CRTV é usado nesse momento específico. Já sabíamos que o aparelho serve para localizar ameaças pela estática, mas o vídeo mostra bem o timing disso: primeiro vem o som distorcido, depois a imagem borrada na telinha, e só então o monstro aparece de fato no ambiente. É uma sequência que constrói tensão de um jeito bem old school, quase como o rádio dos jogos clássicos, só que mais interativo.
Combate mais simples do que o de Silent Hill f
Um dos pontos que mais gerou comentário entre quem acompanhou o lançamento do vídeo foi o combate. Diferente do sistema com influência de souls visto em Silent Hill f, que dividiu bastante a opinião da comunidade, Townfall parece apostar em algo mais parecido com o que vimos no remake de Silent Hill 2.
No trecho mostrado, Simon começa se defendendo com uma tábua de madeira improvisada, e só mais adiante um revólver aparece, com munição limitada o suficiente para desencorajar confronto direto. É a mesma lógica de escassez que sempre funcionou bem na franquia: o medo não vem só do monstro, vem também da sensação de estar mal equipado para lidar com ele.
Leia também:
Cronos: Lazarus – nova DLC muda o ritmo da franquia e traz caçador implacável
Silent Hill 2 Remake reimagina o clássico mas com respeito
Cronos: The New Dawn: uma viagem temporal no survival horror
Cinco finais e um pesadelo mais palpável
O diretor e roteirista Jon McKellan também comentou, ao lado do material, que o jogo terá cinco finais diferentes. O detalhe curioso é como eles serão definidos: não apenas pelas escolhas diretas do jogador, mas por um conjunto de comportamentos, como o tempo gasto explorando, o estilo de combate escolhido e até a forma como Simon reage a determinadas situações ao longo da campanha.
É um sistema ambicioso, e acho que só vamos entender de verdade o alcance dele depois do lançamento. Mas é um indício de que a Screen Burn quer que cada jogatina carregue um peso emocional um pouco diferente, algo que conversa bem com a proposta mais intimista que já vimos na análise sobre a escolha pela câmera em primeira pessoa e a atmosfera do jogo.
Um passo além do que já sabíamos
Vale lembrar que boa parte da base já havia sido confirmada quando o jogo ganhou sua data oficial de lançamento durante o State of Play, incluindo a ilha de St. Amelia, o protagonista Simon e a mudança para a primeira pessoa. O que esse novo material traz de diferente é a comprovação de que essas peças realmente funcionam juntas na prática, e não só no papel.
Para quem gosta do gênero, vale colocar esse gameplay completo na lista, junto de outras produções recentes de terror que temos acompanhado por aqui, como Cronos: Lazarus, que também ganhou uma DLC anunciada recentemente pela Bloober Team.
Com o lançamento cada vez mais próximo, esse vídeo funciona quase como um teste final de confiança para quem estava na dúvida sobre o rumo que a franquia está tomando.
E vocês, o que acharam desse gameplay mais extenso? O combate mais simples e o apartamento da Zoe deixaram vocês mais animados ou ainda restam dúvidas? Deixem a opinião nos comentários!





