Confesso que a The Game Awards deste ano mexeu com o coração de qualquer fã de survival horror. Se você, assim como eu, estava na expectativa por novidades da Capcom, o trailer de Resident Evil 9: Requiem entregou exatamente o que a gente queria ver (e até um pouco mais).
A grande estrela da noite foi, sem dúvidas, a confirmação de que Leon S. Kennedy está de volta como protagonista jogável. Depois de muitos rumores e vazamentos, finalmente tivemos a confirmação oficial nesse trailer recheado de ação e tensão.
Para te deixar por dentro de tudo, preparei esse briefing completo com o que rolou na revelação e o que esperar dessa nova jornada.
O que é Resident Evil 9 Requiem?
Antes de pularmos para o trailer, vale a pena contextualizar o cenário onde vamos pisar. Previsto para ser lançado em 27 de fevereiro de 2026, o jogo promete ser não apenas o encerramento de uma era, mas também um retorno simbólico (e literal) às raízes da franquia em Raccoon City.
A trama ganha vida quando uma série de mortes misteriosas começa a ocorrer pelos Estados Unidos, culminando na descoberta de um corpo em um hotel abandonado no Meio-Oeste. Consequentemente, a analista do FBI Grace Ashcroft é designada para o caso. Para ela, no entanto, a missão é pessoal: foi exatamente nesse mesmo hotel que sua mãe (a jornalista Alyssa Ashcroft, conhecida dos fãs de Outbreak) foi assassinada oito anos atrás.
Simultaneamente, o veterano Leon S. Kennedy, agora um agente experiente da DSO, é enviado ao local após o desaparecimento de um policial na mesma região. Dessa forma, os caminhos dos dois protagonistas se cruzam, forçando-os a confrontar seus passados enquanto tentam descobrir a verdade oculta por trás do incidente original de 1998.
Além disso, a proposta de uma narrativa dual se reflete nas plataformas: o game chegará para PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC e o aguardado Nintendo Switch 2, garantindo que essa investigação final seja acessível a todos os jogadores.
A análise do trailer
O trailer exibido na TGA 2025 focou na dinâmica entre os dois personagens principais e, claro, no visual do Leon. Aqui estão os pontos altos que consegui pescar dessa revelação:
Leon S. Kennedy: mais velho e mais letal
A primeira coisa que salta aos olhos é o visual do Leon. Ele aparece com uma aparência mais madura com uma jaqueta de couro preta com gola de pele, remetendo muito ao seu visual clássico de Resident Evil 4, mas com o peso da idade e das batalhas passadas.
No trailer, vemos Leon chegando para auxiliar Grace, a analista do FBI que divide o protagonismo com ele. A entrada dele é triunfal, com aquele ar de “deixa comigo”.
O contraste entre ação e terror na gameplay
O trailer deixa claro que o jogo vai funcionar como uma verdadeira montanha-russa de emoções, alternando entre dois estilos de jogo bem distintos.
Inicialmente, com Grace, a experiência parece retornar às raízes do survival horror mais puro. As sequências dela demonstram uma clara vulnerabilidade, onde a gestão de recursos escassos e a cautela serão essenciais para sobreviver. Diferente de protagonistas mais consagrados, Grace transmite uma tensão psicológica constante, nos obrigando a explorar os ambientes com passos lentos e a evitar o combate direto sempre que possível.
Por outro lado, a dinâmica muda drasticamente quando assumimos o controle de Leon S. Kennedy. O homem não apenas se defende, mas domina o campo de batalha com a frieza de quem já viu de tudo. Além de executar seus clássicos chutes giratórios para controlar multidões, o trailer revelou uma mecânica que promete renovar o combate: o uso de armas inimigas.
Em um trecho específico que chamou muita atenção, Leon não apenas esquiva, mas toma o controle de uma motosserra durante um ataque, utilizando-a contra o próprio oponente. Isso sugere uma evolução interessante no sistema de parry, indicando que, com o timing certo, poderemos voltar o poder de fogo dos inimigos contra eles mesmos.
A ameaça de Victor Gideon
Para complementar o desafio, tivemos um vislumbre claro do antagonista, Victor Gideon. Diferente de criaturas irracionais que apenas atacam por instinto, Gideon assume o papel de um perseguidor (stalker) inteligente e articulado.
No trailer, fica evidente sua obsessão particular pela nova protagonista, chegando a chamá-la de “a escolhida”. Essa fala, somada à sua postura, constrói uma vibração cultista e ameaçadora, sugerindo que ele lidera algum tipo de seita ou grupo fanático.
Consequentemente, sua presença promete ser um fator constante de estresse durante a campanha. Ele parece seguir a escola de vilões persistentes da franquia, como Mr. X ou Nemesis, mas com uma camada extra de manipulação psicológica, o que deve dar muito trabalho tanto para Grace quanto para Leon ao longo da narrativa.
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Detalhes adicionais da história de Resident Evil 9
A trama parece girar em torno de uma conspiração que nos leva de volta a segredos não revelados de Raccoon City. Leon e Grace estão investigando mortes estranhas que se conectam com o passado da Umbrella e um incidente de 1998.
Um ponto interessante mencionado pelo diretor é que o tempo de tela será dividido quase que 50/50 entre Leon e Grace. Não é apenas uma participação especial; Leon é peça fundamental da trama do jogo.
Olha, depois de ver o Leon aparando um ataque de motosserra e devolvendo na mesma moeda, é difícil não ficar hypado. A mistura do terror psicológico da Grace com a ação desenfreada do Leon parece ser a fórmula que a Capcom encontrou para agradar gregos e troianos.
Se você curte a franquia, Resident Evil 9: Requiem parece ser a culminação de tudo o que aprendemos a amar na série: personagens carismáticos, bioweapons bizarras e aquela pitada de nostalgia.
Agora é segurar a ansiedade até fevereiro de 2026. E você, o que achou do novo visual do Leon?











