Langrisser: Sea of Sword é o novo capítulo da clássica série de RPGs táticos, anunciado pela BlackJack Studio com publicação da HongKong GameTree Limited. O jogo já tem página oficial aberta na Steam e chega para PC, iOS e Android, sem data de lançamento confirmada até o momento.
O estúdio, o mesmo responsável pelo já conhecido Langrisser Mobile, acaba de soltar o primeiro trailer de gameplay do título, além de uma leva de detalhes e capturas de tela através da própria página do jogo na Steam. E dá para perceber rapidinho que essa não é só mais uma continuação dentro da franquia: a ideia aqui parece ser repaginar boa parte da fórmula que sustenta a série há mais de trinta anos.
Uma nova saga em um mundo aberto para explorar
Em Sea of Sword, nós assumimos o papel do Nameless, um personagem sem memórias que busca reconstruir seu passado ao lado de Eta, uma garota misteriosa de cabelos brancos. Juntos, os dois embarcam em uma jornada por um continente marcado por conflitos políticos, alianças instáveis e escolhas que carregam peso real, longe de qualquer tom de aventura nobre e mais próximo de uma disputa dura por poder e sobrevivência.
A grande mudança de rumo está na estrutura do jogo. Ao invés de repetir o modelo linear de fases isoladas que sempre definiu a franquia, o estúdio decidiu construir um mundo contínuo, no qual dá para explorar florestas, cidades, cavernas e vilarejos livremente. Essa exploração inclui pequenos enigmas ambientais, coleta de recursos e interações com NPCs que revelam pedaços da história espalhados pelo cenário. Conforme avançamos, também é possível desenvolver o próprio território, saindo de um acampamento simples até uma fortaleza capaz de controlar toda uma região.
Dois heróis, um só exército
O sistema de heróis liderando tropas sempre foi a alma da série, e aqui ele ganha uma camada extra: agora, dois heróis podem entrar em campo na mesma unidade, podendo ser definidos como principal ou secundário e trocados de posição durante o combate. Essa troca altera habilidades e papéis táticos em tempo real, e certas combinações de personagens liberam habilidades exclusivas de sinergia entre eles. As tropas dos dois heróis também se combinam em uma formação única, o que abre espaço para composições bem mais variadas do que o modelo tradicional de um herói por esquadrão.
O game também aposta em cenários destrutíveis como parte central da estratégia. É possível derrubar muralhas durante cercos para abrir brechas em fortificações, ou destruir pontes para isolar o avanço inimigo e até derrubar tropas adversárias no processo. Ilhas com dragões, florestas e terrenos com diferenças de elevação completam o cenário, adicionando fatores que pesam diretamente no resultado das batalhas.
Arte feita à mão e trilha assinada por Yasunori Nishiki
Visualmente, Sea of Sword aposta em uma direção de arte desenhada à mão, buscando manter a identidade clássica de fantasia heroica sem recorrer a excessos visuais. A trilha sonora ficou por conta de Yasunori Nishiki, compositor que já assinou trabalhos como Octopath Traveler e Final Fantasy VII Rebirth, o que já é um indicativo do cuidado que o estúdio quer dar à atmosfera do jogo.
A franquia também mantém vínculos com o passado: personagens como Leon, Elwin, Sherry e a Swordsmith Legion retornam com versões renovadas, ao lado de rostos novos que ainda serão revelados aos poucos.
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O que esperar do Langrisser: Sea of Sword
Por enquanto, a Steam já permite adicionar o jogo à lista de desejos, e o pré-registro está aberto no site oficial da produção. Ainda não há previsão de lançamento, mas o volume de informações liberado nesse primeiro anúncio já dá uma boa ideia da ambição por trás do projeto: pegar uma fórmula tática consolidada há mais de trinta anos e expandi-la para algo que dialogue melhor com o gosto atual por mundos abertos e narrativas mais adultas.
Quem acompanha RPGs táticos japoneses sabe que esse tipo de retorno costuma dividir opiniões entre quem quer preservar a essência clássica e quem espera uma modernização de peso. Langrisser: Sea of Sword parece tentar equilibrar as duas pontas, e nós vamos continuar de olho em cada novidade que surgir sobre o jogo.
E vocês, o que acharam dessa nova direção da série? Ficaram animados com o sistema de dois heróis e a exploração livre, ou preferiam ver a fórmula clássica mantida como ela sempre foi? Contem para a gente nos comentários.
Créditos de imagem: BlackJack Studio
Via: Gematsu





