Este meu ano foi marcado por uma mistura interessante de nostalgia, lançamentos de peso e algumas joias que estavam no meu backlog há tempos.
Olhando para a minha lista de finalizados, percebo que passei por diferentes plataformas, do PC ao clássico PS2, e encarei de tudo um pouco: desde RPGs de 70 horas até experiências de terror mais contidas.
Contudo, o fio condutor de 2025 foi a busca por boas histórias. Abaixo, detalho os jogos que consegui finalizar e compartilho como foi essa experiência nessa retrospectiva de 2025.
Mass Effect 3

- Plataforma: PC | Tempo de Jogo: 33h 15m | Finalizado em: 02/02/2025
Lançado originalmente em 2012 e remasterizado na Legendary Edition (que é a versão que joguei), este é o desfecho dramático da trilogia da BioWare. Diferente do foco em exploração do primeiro jogo, Mass Effect 3 é um RPG de ação sobre guerra total.
Nele, a Terra está sendo dizimada pelos Reapers, e a jogabilidade mistura um sistema de cobertura refinado com o peso de unificar civilizações galácticas. O destaque aqui não é apenas o combate, mas também o sistema de “War Assets”, uma espécie de gerenciamento de aliados para a grande guerra, que cobra o preço de todas as decisões políticas e éticas tomadas anteriormente.
Considerando o quanto gostei do primeiro jogo, fechar essa trilogia foi um misto de dever cumprido e coração partido. Ainda assim, se no primeiro jogo eu reclamei um pouco dos controles, aqui a ação fluiu muito melhor.
O que pegou mesmo foi ver o desfecho dos meus companheiros.
Tentei manter o romance com a Liara, muito embora as coisas tenham ficado um pouco estranhas por conta do segundo jogo.
Além disso, o peso de ver a galáxia se unindo (ou ruindo) dependendo das minhas escolhas transformou essas 33 horas em um filme interativo. Apesar de o final ser polêmico para alguns, para mim a jornada até lá foi impecável.
Não tive exatamente o final que esperava, mas a jornada valeu muito a pena.
Se quiser saber como foi a minha jornada nessa saga, te convido a ler os artigos dedicados para cada um deles.
Análise completa:
Disgaea 3: Absence of Detention

- Plataforma: PS Vita | Tempo de Jogo: 22h 32m | Finalizado em: 12/03/2025
Disgaea é a definição de exagero nos RPGs táticos. O jogo se passa na Evil Academy, uma escola no Netherworld onde os valores morais são invertidos: ser um aluno exemplar significa matar aulas e ser grosseiro.
O sistema de batalha em grade exige muito planejamento e manipulação de cenários. É um jogo famoso pelo humor “non-sense”, estética de anime e pela possibilidade de atingir níveis absurdos, com danos na casa dos milhões.
Depois de experiências mais densas com Mass Effect, eu precisava de algo mais leve. Ademais, o humor ácido de Disgaea sempre me chamou a atenção e me diverte.
Jogar no Vita foi essencial, pois, ao poder fazer algumas batalhas rápidas antes de dormir, ajudou a lidar com a complexidade tática sem cansar.
Entretanto, não cheguei a fazer o conteúdo pós-jogo insano que a série exige, mas as 22 horas da campanha principal foram divertidas e desafiadoras na medida certa.
Análise: Disgaea 3: Absence of Detention – uma análise e grind desse RPG tático
Broken Pieces

- Plataforma: PC | Tempo de Jogo: 11h 23m | Finalizado em: 01/05/2025
Um thriller psicológico ambientado em Saint-Exil, uma vila costeira francesa presa em um loop temporal. Um contexto um tanto quanto diferente.
É um jogo mais simples e que resgata a sensação dos survival horrors clássicos com gerenciamento de inventário, mas moderniza a câmera e foca em puzzles ambientais.
No jogo, controlamos Elise, que precisa manipular o clima e o tempo para resolver enigmas e combater sombras fantasmagóricas, tudo enquanto busca seu noivo desaparecido.
A minha ideia era fugir um pouco dos rpgs mais densos e entrar em uma jogatina um pouco mais leve e rápida. Somado a isso, a atmosfera de mistério em uma vila vazia me prendeu logo de cara.
Por outro lado, o combate não é o ponto forte, sendo um pouco travado, mas a história e a mecânica de manipular o tempo compensam essas falhas.
É um jogo curto, de apenas 11 horas, mas que entrega uma experiência narrativa legal. Ótimo para quem gosta de investigar cada canto do cenário sem a pressão de um mundo aberto gigantesco.
Análise: Broken Pieces: análise do thriller psicológico que brinca com o tempo
Final Fantasy 7 Rebirth

- Plataforma: PC | Tempo de Jogo: 73h 59m | Finalizado em: 01/05/2025
A segunda parte da reinterpretação do clássico de 1997 e continuação direta do Final Fantasy 7 Remake.
Rebirth joga Cloud e companhia em um mundo vasto e explorável. Talvez vasto até demais para o meu gosto.
O sistema de combate evoluiu em relação ao primeiro para focar na sinergia entre o grupo, exigindo que o jogador alterne entre personagens.
Somado a isso, a narrativa expande drasticamente os eventos originais, introduzindo novos mistérios sobre o destino e linhas do tempo, enquanto mantém os minigames e o charme excêntrico da série. Por falar em minigames, esse talvez tenha sido o maior ponto fraco do jogo, há um excesso de minigames.
Com quase 74 horas, esse foi um dos meus melhores do ano. Aprofundar a relação com os companheiros de equipe é algo que eu valorizo muito, e Rebirth faz isso com certo proeza, pois cada membro do grupo tem seu momento de brilhar.
Contudo, o mundo aberto às vezes peca pelo excesso de atividades repetitivas. Mesmo assim, a nostalgia de ver locais clássicos recriados com gráficos atuais me manteve engajado até o fim.
Ainda estou devendo uma análise do Rebirth, bem como do Remake original, mas um dia saem.
The Lord of The Rings: The Third Age

- Plataforma: PS2 | Tempo de Jogo: 18h 15m | Finalizado em: 01/06/2025
Muitas vezes chamado de “Final Fantasy X na Terra Média”, este RPG de turnos lançado em 2004 permite vivenciar os eventos dos filmes por uma perspectiva paralela. Você controla um grupo original de heróis que segue o rastro da Sociedade do Anel.
O destaque é o sistema de evolução de habilidades e a possibilidade de lutar batalhas icônicas como em Moria.
Revisitar esse jogo depois de muitos anos, pois joguei somente na época do PS2, foi uma experiência bem maneira.
Ele envelheceu relativamente bem. Somado a isso, o sistema de turnos é sólido e, para quem é fã dos filmes, visitar os cenários “ao lado” dos heróis principais é emocionante. Não é um jogo complexo narrativamente, mas é um RPG “arroz com feijão” bem feito.
Além disso, a oportunidade de fazer algumas batalhas sendo os vilões da trama, é algo que até hoje não me lembro de outro RPG ter feito.
Análise completa: The Lord of the Rings – The Third Age: um rpg clássico na Terra Média
Cronos: The New Dawn

- Plataforma: PC | Tempo de Jogo: 19h 58m | Finalizado em: 18/10/2025
A Bloober Team entregou aqui um survival horror com uma identidade visual única: brutalismo do leste europeu misturado com retro-futurismo.
A trama envolve viagem no tempo entre a Polônia dos anos 80 e um futuro pós-apocalíptico devastado. O jogador deve sobreviver a criaturas grotescas enquanto tenta “extrair” pessoas do passado para salvar a humanidade no futuro.
A atmosfera pesada e o design das criaturas é perturbador. Embora tenha havido poucos momentos de frustração com a dificuldade, a história me prendeu do início ao fim.
Embora não tenha o mesmo peso que o Silent Hill 2 Remake que a Bloom lançou anteriormente, é uma experiência que mistura o medo com a curiosidade intelectual e diverte aqueles que curtem um bom survivor horror.
Análise completa: Cronos: The New Dawn: uma viagem temporal no survival horror
Cyberpunk 2077

- Plataforma: PC | Tempo de Jogo: 63h 49m | Finalizado em: 18/10/2025
Após o lançamento desastroso da CD Projekt Red, podemos dizer que houve uma volta por cima do jogo e hoje é amplamente elogiado.
Night City é o personagem principal aqui: uma metrópole vibrante, perigosa e obcecada por tecnologia. Na pele de V, um mercenário lutando contra o tempo devido a um biochip experimental, o jogador tem total liberdade de abordagem.
É um RPG sobre identidade, capitalismo e o que significa ter uma “alma” em um mundo digital.
Assim como em Mass Effect, aqui a história e os personagens me prenderam. Night City é imersiva de um jeito assustador. Além disso, a relação de amor e ódio com Johnny Silverhand é uma coisa muito bem elaborada para o jogo.
Gastei quase 64 horas porque me perdi nas sidequests e na construção do meu personagem. Por fim, foi um encerramento de ano com chave de ouro, muito embora ainda tenha muita coisa a ser explorada em Night City. Mas isso ficará para outro momento.
Considerações finais
Muito embora eu não tenha uma lista enorme de games terminados no ano (vida de CLT não é fácil), consegui jogar alguns bons jogos que estavam na minha lista e que tiveram a sua oportunidade.
Pretendo terminar um pouco mais de jogos em 2026 e também explorar um pouco mais jogos mais antigos que não tive acesso na época. Além de trazer as várias análises que estão pendentes aqui para o blog.
Como leve spoiler do que vem por aí, estou jogando Clair Obscure Expedition 33 e já estou com Red Dead Redemption 2 engatilhado.
E você, faz alguma contagem de jogos terminados ou simplesmente vai jogando sem olhar para trás? Compartilhe aqui comigo nos comentários.




