Jogo Exodus

Novo trailer de gameplay do Exodus na Future Games Show

Na Future Games Show Summer Showcase, realizada em 6 de junho de 2026, acompanhei de perto a Archetype Entertainment apresentar um novo trailer de gameplay estendido do RPG de ação e ficção científica Exodus

O projeto, desenvolvido por veteranos da Bioware para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, segue sem uma data de lançamento final cravada. Contudo, para nós, que aguardamos ansiosamente, a expectativa de chegada ao mercado continua apontando para o início de 2027. 

O vídeo de quase 20 minutos detalhou o funcionamento do combate, a dinâmica de exploração dos planetas e o impacto prático da dilatação temporal na estrutura narrativa do título.

O ponto de partida e a ameaça de Centauri

A história acompanha Jun Aslan, um coletor de recursos que vive na periferia do planeta Leiden. Por meio de uma característica genética herdada de sua linhagem, o protagonista consegue interagir de forma nativa com tecnologias deixadas pelos Celestials, uma antiga facção transumana dominante no universo. 

Essa capacidade técnica se torna o ponto central da nossa jornada, uma vez que o mundo natal da humanidade sofre com a proliferação da Podridão (The Rot), um vírus biomecânico que infecta tecidos e sistemas computacionais de maneira adaptativa.

Para conter o avanço dessa anomalia, precisaremos explorar o Aglomerado de Centauri em busca de respostas. Essa premissa de exploração de ruínas em um universo hostil resgata elementos que discuti na minha análise de Mass Effect 1, especialmente no que diz respeito à descoberta do desconhecido e ao isolamento em colônias espaciais. 

O impacto mecânico e narrativo do tempo

Diferente de produções que utilizam viagens espaciais de forma puramente instantânea, o jogo adota as leis físicas da dilatação do tempo como engrenagem de roteiro. 

Quando nós, jogadores, realizamos missões de longa distância no espaço profundo, o tempo passa mais rápido para quem ficou em Leiden. Curtas semanas de exploração para Jun equivalem a décadas de envelhecimento e transformações políticas no planeta principal. Alô Interestelar!

Conforme apontei na minha cobertura do trailer anterior de Exodus, essa mecânica dita o ritmo dos acontecimentos e altera a configuração do cenário urbano. 

Velhos aliados podem falecer de velhice entre uma missão e outra, enquanto novas facções surgem no poder baseadas nas consequências das relíquias que nós trouxemos de nossas viagens anteriores.

Companheiros de equipe e o sistema de alinhamento

Para mim, a formação do esquadrão sempre dita o suporte tático em combate e o desenvolvimento da história em jogos desse gênero. 

Logo no início da jornada, o trailer mostra que Jun Aslan é acompanhado por Houston, seu amigo robótico e companheiro “desperto”. Posteriormente, a tripulação se expande com a chegada de Elise, uma piloto focada em suporte com mechas e armas pesadas, e Tom, um viajante veterano que atua como contrapeso moral nas decisões.

Outros tripulantes de destaque incluem Salt, um polvo modificado geneticamente que atua como atirador de precisão, e Fedra Nat, uma cientista com modificações oculares que nos guiará na busca por seu avô desaparecido. O grupo também conta com o suporte de C.C. Orlev, o enigmático guia de Jun dublado pelo ator Matthew McConaughey.

Antes mesmo de consolidarmos essa equipe, precisaremos definir aspectos do protagonista. 

O menu de criação nos permite escolher o gênero de Jun e selecionar um alinhamento inicial entre as diretrizes de Paladino (focado em virtudes e proteção) ou Imortal (guiado por ambição e pragmatismo). 

Essa escolha inicial molda as opções de diálogo e a tolerância dos companheiros perante as atitudes que tomaremos em campo. Além disso, a convivência diária abre espaço para dinâmicas de relacionamento mais profundas, permitindo que possamos escolher com quem desejamos lutar, por quem nos apaixonar por meio de opções de romance e quem deixaremos para trás.

A tomada de decisões ocorre de forma direta durante as missões. No trecho demonstrado, a equipe invade uma instalação de mercenários inimigos para desativar canhões de defesa.

 Ao alcançar a sala de controle, somos confrontados com a opção de ejetar a atmosfera da câmara para eliminar os oponentes rapidamente, correndo o risco de matar trabalhadores civis inocentes, ou seguir por um caminho de confronto direto sugerido por Tom. 

Essa divisão de opiniões e conflitos internos do grupo ecoa diretamente os momentos de tensão que descrevi na minha análise de Mass Effect 2, onde a lealdade e os dilemas morais da tripulação ditavam o sucesso das operações.

A estrutura de combate e exploração em Sang

O trecho de jogabilidade na terceira pessoa focado em ação se passa em Sang, um exoplaneta com atmosfera de enxofre e topografia acidentada. 

Durante o combate, Jun utiliza uma manopla tecnológica que ganha novos recursos à medida que nós absorvemos artefatos celestiais pelo mapa. 

O vídeo mostrou o uso do Scramble Cloak para garantir invisibilidade temporária, além do disparo de granadas propulsoras para quebrar escudos pesados.

Além do armamento padrão de fogo, nós desbloquearemos habilidades de travessia e controle, como a técnica Lance, usada para quebrar barreiras biológicas criadas pelo vírus que assola o sistema. 

A progressão pelo cenário exigirá alternar entre a eliminação de inimigos à distância, com o auxílio do rifle de Salt, e o uso de coberturas estáticas para evitar o fogo cruzado de torretas automatizadas.

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Confronto familiar e o peso das escolhas

A missão em Sang encerra-se com o encontro entre o nosso grupo e Elijah Nat, o avô de Fedra. 

O veterano sobreviveu isolado vigiando as ruínas, mas a guarda constante de segredos proibidos afetou sua sanidade ao longo das décadas. Por conta disso, ele assume a posição de chefe da demonstração e ativa uma poderosa máquina de guerra corrompida contra o esquadrão. 

Após destruirmos o construto mecânico através do uso combinado de habilidades da manopla e táticas de flanqueamento, o desfecho da cena nos obriga a buscar uma resolução diplomática ou partir para o confronto direto.

Durante a interação, Elijah recusa-se a entregar os dados do exoplaneta para nós. Em uma decisão extrema, ele afirma que prefere extinguir a própria linhagem a permitir que as informações caiam sob o nosso controle. 

Consequentemente, o viajante encara a destruição iminente do planeta Leiden pelo vírus The Rot como uma consequência aceitável diante do risco de compartilhar aquele conhecimento.

Esse tom de sacrifício perante uma ameaça capaz de consumir sistemas estelares inteiros conecta-se organicamente aos pontos que debati na minha análise de Mass Effect 3

Naquele texto, ressaltei o peso sufocante de tentar salvar uma galáxia à beira da aniquilação pelos Reapers. Agora, vejo que Exodus resgata essa mesma atmosfera de urgência desesperada por meio de uma narrativa cinzenta e focada em perdas inescapáveis. 

Dessa forma, a Archetype Entertainment entra na reta final de desenvolvimento nos alertando que as consequências de falharmos nas negociações ou errarmos o cálculo do tempo de viagem ditarão o rumo do universo para cada um de nós.

Vejo o Exodus como uma possibilidade de voltarmos a termos um jogo tão bom quanto Mass Effetct foi, ou pelo menos matar um pouco a saudade da temática. 

A princípio, sinto que talvez os personagens não sejam tão carismáticos e impactantes quanto os jogos da Bioware, porém, por outro lado, sinto que o combate tende a ser bem melhor.

No fundo, nos resta aguardar por mais informações e data de lançamento. Esse é um jogo que já está na minha lista!

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